quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Coisas que eu sei (Parte 02) - A ignorância do povo gera a tolerância!


"Noçça, quen akele rapaizinho axa que eh? Vô iscreve tudo o que sei dele no feicebook. Ele vai paçar muinta vergonha". Cuidado! Quem pode passar vergonha é você!

Acontece com todo mundo e pode acontecer até neste post. Todo mundo erra. Mas é perceptível quando rola um equívoco e quando a pessoa deveria voltar para o Mobral (Não sabe o que é Mobral? Joga no Google!). Erros ortográficos e de concordância são vistos, lidos e ouvidos todos os dias.


A língua portuguesa é uma das mais difíceis para se aprender. Turistas que procuram o Brasil relatam essa dificuldade. Europeus e americanos que vem morar no país, permanecem com o seu sotaque e lhe faltam palavras por diversas vezes. O único idioma que encontrou uma palavra pra definir o sentimento, aqui chamado de "saudade" e que não possui tradução, é o mesmo país que precisou "inventar" uma espécie de dialeto pra não passar vergonha.


O MEC distribuiu em milhares de escolas do país, um livro que acaba com o "preconceito linguístico" e permite que as pessoas falem e escrevam frases, como "nós pega a bola" ou "os meninos joga a bola". É sério! No próprio livro, relata o seguinte fato: "Posso falar 'os livro'? Claro que pode". Aceitamos nossa burrice e a transformamos em cultural. E ai de quem não aceitar! Está sendo preconceituoso.


Em redes sociais e até em conversas informais, é aceitável dar algumas tropeçadas no idioma. Porém, se estás fazendo uma redação ou sentado de frente com teu possível futuro patrão em uma entrevista de emprego e disseres ou escreveres "Quero trabaiá", "Quele gau", etc... é punir quem trata bem a língua portuguesa, ora bolas! Preconceito é adjetivar de forma negativa alguém por sua classe social, etnia, religião ou outros fatores. Agora, chamar erro grotesco de preconceito linguístico?


Estou há algum tempo longe de frequentar escolas estaduais. Mas fiquei sabendo que em algumas das nossas unidades federativas, não está permitido rodar o aluno. Pois isso o desmotivaria a continuar estudando. Continuar estudando? O sujeito que lê e faz suas tarefas não reprova! Ainda mais nos dias de hoje, na disciplina de língua portuguesa. "Escreva como quiseres. Está certo de todas as formas. Nota 10"!


A resposta pra tudo, sempre está na ponta da língua: "A culpa é dos políticos". Ué, cara pálida... Quem os colocou lá? Eu sei quem foi. Nós! A nova geração que não precisa aprender. Que é motivada a não estudar. Quanto mais ignorante for o povo, mais os nossos governantes poderão se perpetuar no poder. Somos imbecis. Ou melhor, "inbeçis".


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